Nota Histórica – Medicina Legal

nota1

Ambroise Paré, Pai da Medicina Legal. Nasceu em 1510 e faleceu em 1590 na França. Foi aprendiz de Cirurgião-Barbeiro. Humilde e religioso. Falava aos seus pacientes “Eu o tratei, Deus o curou”.

Na ocasião, os ferimentos de projéteis de arma de fogo eram tratados com óleo fervente, acreditando-se que os projéteis eram venenosos. Na falta do óleo, Paré aplicava uma mistura de gema de ovo, terebintina e óleo de rosas, constatando menor tempo para cicatrização. Inventou membros e olhos artificiais.

Vinculou a relação sífilis e aneurisma da aorta. Publicou em 1575 o primeiro Tratado de Medicina Forense. Definia a Medicina Legal como “a aplicação dos conhecimentos médicos aos problemas judiciais”.

nota2

Esquecido por décadas, o IML da rua dos Inválidos envelheceu contando com apenas 60 anos. Aumentaram os índices de insalubridade. Os equipamentos tornaram-se obsoletos e o IML como UMA CASA DE CIÊNCIA foi descaracterizado. Os laudos estavam desacreditados. Enfraqueceu a maestria técnica e a fineza social, contrariando uma das maiores conquistas representada por Nina Rodrigues, que elevou a medicina legal como a especialidade médica que mais se empenhou na formação moral da sociedade.

A Clínica Médico-Legal, por força sanitária, foi afastada do prédio sede, deslocando-se, inicialmente para o IFP e o IEDE, em seguida para um container na Praça 11. Apesar das dificuldades e resistências foi instalado o laudo web.

Vistas a reforma, optou-se pela construção de um prédio novo, hoje localizado na Rua Francisco Bicalho, no bairro da Leopoldina, inaugurado na data de 5 de outubro de 2009 pelo Governador Sérgio Cabral.

nota3

Júlio Afrânio Peixoto, Baiano das lavras de Diamantina, patrono do IML do Rio de Janeiro. Médico Legista, professor e pesquisador em Psicopatologia Forense. Personalidade admirável no cenário médico e literário nacional. Lúcido, crítico, determinado. Fascinou por suas ideias irradiantes e opiniões apaixonadas. Romancista, alcançando a presidência da Academia Brasileira de Letras. Médico Legista dedicado as questões da personalidade criminal. Sua tese de doutoramento versou sobre “Epilepsia e crime”. Publicou em 1911, entre outros, o livro “Elementos de Medicina Legal”. Necropsiou o corpo de Euclides da cunha em 1909. Resumiu sua vida com a frase “estudou e escreveu nada mais lhe aconteceu”.

nota4

Estatueta de Imhotep no museu do Louvre. Arquitetou a pirâmide de Sacara (a primeira pirâmide do Egito). Consta de seis degraus com aproximadamente 62 m. Imhotep seria o primeiro médico legista.

nota5

Médico pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1863. Catedrático de Medicina Legal e Toxicologia na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e da Faculdade de Direito. Imortal da Cadeira nº 3 da Academia Nacional de Medicina.

nota6

nota7

nota8

Baiano de salvador. Díscipulo de Nina Rodriguez. O instituto que recebe o seu nome é anexo a universidade de São Paulo.

nota9

Eminente Professor catedrático de Medicina Legal da USP, Flamínio Fávero.  Nasceu em 1895 e faleceu em 1982. Publicou em 1942 o livro “Medicina Legal”.

nota10

Médico pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Recebeu o prêmio “LOMBROSO”, em 1933, pela Real Academia de Medicina da Itália com o trabalho sobre Impressões Digitais, Causas Endócrinas do Homossexualismo Masculino e Biotipologia dos Negros Criminosos. No mesmo ano chega à Cátedra de Medicina Legal da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro com a tese “O Direito de Curar”.

nota11

nota12

Nério Rojas foi um notável psiquiatra forense argentino. Professor titular da cátedra de medicina legal da Universidade de Buenos Aires e fundador da Sociedade de Medicina Legal e Toxicologia. Deixou-nos como legado, além de mais de 300 trabalhos publicados, um decálogo de conduta em perícia forense, fonte inspiradora de ética pericial (NERIO ROJAS, 1953). A data de seu nascimento, 7 de março, foi instituída para aquele país, o dia nacional do médico legista. No Brasil comemora-se no dia 7 de abril. Faleceu em 1971 em Buenos Aires.

Psiquiatra e Legista. Uma das maiores celebridades em Medicina Legal no séc. XX. Ensinava que “o dever de um perito é dizer a verdade; no entanto, para isso é necessário: primeiro saber encontrá-la e, depois querer dizê-la. O primeiro é um problema científico, o segundo é um problema moral.

 

 

 

 

 

nota13

Conhecido como Sherlock Holmes da França. Pioneiro na ciência forense delineando o princípio básico que “todo contato deixa uma marca” (princípio de troca de Locard).




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